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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Sol na Janela


O problema é esse sol na janela.


A vida segue do jeito que deveria, os acasos vão perdendo o valor, enquanto a moldura fica cada vez mais apertada.

Mas se está bem, porque simplesmente é assim que deveria ser. Só não dá pra ficar sem o ritual diário, é com ele que se encobre qualquer desejo importuno. Santo ritual.

O problema é esse sol na janela.

E lá se está, mais um dia, mais uma vez. Até a fuga é previsível, sua liberdade de mãos fechadas. Quem dera eu não ter essas palavras, quem dera eu não conseguir ver.

É a vida encaixada, é o que te conforta, é o que precisamos e buscamos todos os dias.

O problema é esse sol na janela te dizendo que pode ser mais
O problema é esse sol na janela te indicando milhões de caminhos
O problema é esse sol na janela te chamando pra viver.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Violência Gratuita


Incrível como o ser humano age diferente em grupo. Geralmente você reprime alguns desejos para viver em sociedade. Mas ao mesmo tempo, revela seus instintos mais primitivos para se inserir em grupos sociais.

O que faz uma pessoa achar graça em humilhar o outro? Olhar e fingir que está gostando para ser aceito, ou ainda sentir prazer com isso. A intenção não é julgar, mas questionar.

Não é de hoje que se fala em trotes violentos. E eu fico pensando, que forma mais cruel de se iniciar uma faculdade. Minha indignação vai além de se perguntar que profissionais estamos formando, me pergunto até onde vai o ser humano.

Precisamos de leis para nos proteger um dos outros. Afinal, está longe de existir apenas solidariedade no mundo. Apesar de gostar da ideia utópica de uma sociedade em que todos se respeitem, ao ver notícias desse tipo acabo me rendendo.

É aquela velha história, se não sabe brincar, não brinca.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Espaço


Estou lutando para conseguir o meu espaço.

Pensamentos e frases desse tipo é muito comum. É uma luta constante para se conseguir um espaço imaginário, onde poderemos enfim relaxar. E assim, só assim, com esse espaço poderemos ser vistos, notados e admirados, não só pelos outros, mas por nós mesmos.

Este espaço vai além da física, da matéria e tudo mais de concreto. Ele é abstrato, idealizado, mutável, e acima de tudo extremamente desejável. "Eu quero meu espaço." Engraçado que é muito difícil ouvir alguém falando que tem o seu espaço.

Afinal que espaço é esse? E mesmo que seja em nossas mentes inquietas, isso realmente existe?

Acredito que sim, mas de uma maneira distorcida na maioria das vezes. E geralmente é assim pela pressão social que existe em torno disso. A tendência é padronizar, colocar um modelo fixo que devemos seguir, e a partir desse modelo que poderemos medir o quanto somos bem-sucedidos ou coisa do tipo.

A verdade é que o que me faz bem, pode não fazer pra você. E que bom que não faz, afinal a riqueza está na diversidade. E você tem o seu espaço, a grande questão é saber se o utiliza da melhor forma.

Bom, considero esse blog um pequeno espaço para as minhas inquietações, reflexões, críticas, e besteiras também. Apesar de tê-lo abandonado por algum tempo e estar sempre indo e voltando, eu adoro esse espaço. Por isso tentarei utilizá-lo da melhor maneira possível, porque o meu objetivo é só me expressar, de uma forma ou de outra.




domingo, 18 de outubro de 2009

Caminhos


Apesar de não duvidar de nada, não sou das que acreditam muito em vidente ou coisa do tipo. Mas, assim como as ciganas leem nossas linhas das mãos pensando num caminho com início, meio e fim, gosto de pensar a vida também como um excêntrico e misterioso caminho.

Nesse caminho estamos sempre passando por grandes cruzamentos, são eles que determinam a forma como nossa vida vai prosseguir. São nossas escolhas. E sempre podemos fazer diferente, sempre há mais de uma opção, mesmo com todos os valores impostos que nos fazem desejar o desejável.

Existem várias formas de lidar com esses momentos. Pode até parecer mais fácil para alguns, mas a verdade é que eles são complicados, difíceis de lidar. Fazer escolhas grandes que vão determinar seu futuro exige uma responsabilidade extrema.

Nunca se sabe com absoluta certeza o que se quer. Tem-se uma ideia do que vai ser melhor pra gente, o que vai nos permitir certa estabilidade, e o mais importante, o que nos deixará tranquilos e quites com nosso próprio desejo.

Por isso a importância de seguir sonhos. Mesmo que no final tudo não passe de uma grande ilusão, você vai poder dormir sossegado simplesmente porque tentou.

Cruzamento difícil esse de término de faculdade. Caminhos inúmeros, oportunidades escassas, pressão social. Bom, ninguém nunca disse que seria simples. Acredito que a solução é juntar todas as coisas que você precisa e apenas seguir, seguir e seguir.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Equilibrando


Viver dá trabalho. São inúmeros os papéis que a gente assume na vida. Eu por exemplo: sou filha, estudante, mulher, adulta, baixinha e desempregada. E tento equilibrar tudo isso, manejar e falar por esses papéis, antes que eles falem sozinhos por mim.

A verdade é que não tem como você ser cem por cento em tudo. Sempre que for um pouquinho mais para um lado, vai deixar uma pequena brecha no outro. Mas aí você volta e tenta se redimir com a parte prejudicada, depois volta mais uma vez para o outro lado, e assim vai, num eterno equilíbrio.

Às vezes parece que estamos sempre carregando aquelas bandejas com várias taças empilhadas. Um deslize e pronto. O tempo não pára e nem volta pra gente começar de novo.

Minha vontade de retomar esse blog já vem de algum tempo. Mas tava entretida demais com minha bandeja da vida. Porém hoje para felicidade dos meus inúmeros três leitores (contando comigo): voltei!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Escolhas


Quando o assunto é escolhas, sempre me vi com certa dificuldade. Como típica libriana, quanto menos opção melhor. É difícil analisar prós e contras de tudo, ainda mais quando se quer os dois, ou ainda, quando se quer a opção inexistente do meio termo.

Todo mundo sabe que quando temos que escolher entre duas coisas ou mais, a chance de ficar sem nenhuma é muito grande.

Lembrei de alguns episódios da minha infância. O sorvete por exemplo. Sempre ficava em dúvida quanto ao sabor, aí se escolhia o de flocos ficava pensando no de chocolate, e vice e versa. Havia dias que decidia misturar os dois sabores, mas aí não sentia o gosto nem de um, nem de outro.

Quando se faz uma escolha ela vem acompanhada de renúncias e conseqüências. E por mais pensada e analisada que sejam nossas escolhas, o pequeno e terrível “se” insiste em nos perseguir.

Se eu tivesse ido pelo caminho x, como seria... Se eu tivesse feito a escolha y, como estaria... A verdade é que não seria e nem estaria, simplesmente porque não foi. Remoer a situação não vai mudar os fatos.

Nem sempre se faz as escolhas certas, se é que elas existem. Mas se faz escolhas bem intencionadas. Não importa se mais tarde você vai olhar pra trás e pensar no “se”. O importante é acreditar e apostar em suas escolhas. O depois sempre vai existir, independente do caminho escolhido.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Doce Ilusão


Se pensar e questionar rendessem dinheiro, estaria rica. Seria ótimo. Profissão: questionadora, especialista em mundo, pessoas ou algo do tipo. Mas a realidade é que não dá. Pelo contrário, às vezes até atrapalha nesse mundo competitivo.

Acredito que quem me conhece bem, ou já conversou pelo menos mais de meia hora comigo, sabe que não sou das mais práticas. Conversa vai, conversa vem e dependendo da pessoa, estamos lá refletindo porque o céu é azul.

Os meus questionamentos começaram cedo. E acredito que foram muito significantes para a escolha do curso da faculdade. Fui para Psicologia certa que iria encontrar todas as respostas que tanto procurava. Grande decepção. Chegando lá encontrei mais e mais perguntas.

Mas essas perguntas foram fundamentais para fazer minhas análises e considerações, mesmo que mutáveis, sobre meus questionamentos. E se tudo que sei, é que nada sei, devo estar no caminho certo.

Sempre me lembro do primeiro dia de aula, quando um professor chegou à sala e disse que estávamos procurando sarna pra se coçar. Que a felicidade estava no não saber, no mais simples, nos conceitos dados. Já cheguei a desejar meus “conceitos bonitinhos” de volta. Não precisava ser todos, só o do príncipe encantado já tava bom.

Mas como todas as escolhas na vida têm suas conseqüências, perdi alguns sonhos cor- de- rosa, mas em compensação ganhei outros, preto e branco mesmo. Porém, bem mais realistas e possíveis de acontecer.

O problema é que às vezes queremos nos iludir. E isso deveria ser visto como um direito do ser humano. Em alguns momentos faz bem, é saudável. Só sentir, sem pensar muito. Só falar, sem analisar por trás do discurso. Só sonhar, sem trazer para o mundo real. Enfim, só viver, sem ter que fazer algum sentido.

sábado, 9 de maio de 2009

The First Step

Como é difícil começar algo. Há muito tempo tenho o desejo de desenvolver ideias e colocar isso num blog. Mudanças em minha vida pessoal a parte, sinto que por mais voltas que sejam dadas antes de começar a realizar meus desejos, esse é o momento que vou conseguir parar e fazer. Simples assim. Será?

Lembrei de um episódio na época de nossas vidas em que somos despejados de informações e responsabilidades, atordoados de matérias a estudar, decisões a tomar e uma pressão social que sempre ocorre, por mais sutil que seja. E isso tudo aos 16, 17 anos de idade. Mais ou menos nessa fase com livros e apostilas até o pescoço que uma a amiga na tentativa de me ajudar, olhou para mim e disse: Você passa, é só estudar que passa.

Realmente. Se estudar passa. E para ela podia parecer simples mesmo e toda aquela simplicidade me chamou muita atenção, tanto que me lembro disso até hoje.

Muito bom se as coisas aparecessem assim para todos. Infelizmente tenho um pouco de dificuldade em simplificar as coisas. Adoro um porquê e uma subjetividade. Por isso, sei o quanto pode parecer complicado me expor num blog e lidar com tudo que circunda o ato.

Meu pé atrás com o mundo virtual é de longa data. O novo assusta, não só a mim com certeza, mas a verdade é que não tem como você parar no tempo e querer escutar disco de vinil ou rebobinar a fita da locadora. Prova disso é que estou digitando em meu notebook e não em meu computador antigo cujo barulho não me deixa dormir.

E é assim que acontece mesmo, renovação constante. Porém acredito que hoje isso tudo está exagerado. As pessoas não conseguem acompanhar o ritmo das mudanças. Mas enfim, isso merece mais linhas e atenção. Um novo post quem sabe.

Dificuldade superada, aí está: o primeiro post. Nem um pouco objetivo, verdade. E como em cada palavra redigida aparece um pouquinho de você é uma forma de apresentação. Algo do tipo: Oi, tudo bem? Estou escrevendo agora. Tenho um blog. Nem que seja de “você para você mesmo”. Então, muito prazer e bem-vindo.